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Sobre Família

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A verdadeira parceria entre Escolas e Famílias

14 de janeiro de 2016

Com o fim das férias, precisamos pensar no nosso papel como pais na educação dos nossos filhos!

Ao meu ver, é fundamental a parceria entre a escola e a família. Quando falo isso, quero dizer a real parceria mesmo, onde escola e família sejam engajadas e de fato envolvidas pensando somente no desenvolvimento da criança, e aí sim, ela será beneficiada.

E quando a criança apresentar algum tipo de dificuldade, pais não culpam a escola, e a mesma não culpa a família, e juntas conseguem superar dificuldades e desafios da criança. Mas infelizmente, tenho visto a culpabilização de uma pela outra.

Temos que pensar que cada um que vive e convive com a criança tem responsabilidade pelo desenvolvimento construtivo da criança e por tanto devem caminhar juntos.

É no seio familiar que se vivencia o enlace afetivo, emocional de troca de amor e experiências. E a escola tem a vivência diária do desenvolvimento cognitivo, de relacionamento e crescimento, e juntos vivenciam o caminho para amadurecimento, crescimento e autonomia da criança.

Na família  que a criança aprende também a socializar e dividir. E a escola, tem que acolher esta criança com afeto e responsabilidade, já que, a partir deste momento a instituição de ensino também tem responsabilidade em dar continuidade no processo que já foi iniciado em casa, pela família.

Não tenho duvidas que todos os envolvidos têm boas intenções nesse processo, mas vale reforçar que é um processo calcado na confiança, e só assim pode ocorrer trocas efetivas.

Lembre-se, a família é a principal responsável pela educação das pessoas, da formação e desenvolvimento da personalidade. Nós como pais, não devemos transmitir todas as responsabilidades da educação para a escola que tem como dever continuar o processo que vem sendo desempenhado pela família.

As escolas devem aproximar os pais, ouvindo suas histórias, expectativas e queixas, podendo assim ter um diálogo. Mostrando que os familiares podem e devem ter voz dentro das escolas. Por outro lado, as famílias devem ter mais atenção com suas crianças e jovens.

A escola sozinha não consegue dar conta da formação de um individuo, tampouco os pais sozinhos são suficientes para dar uma educação integral.

O grande desafio é,  juntos descobrir por qual caminho cada criança deve percorrer. Mais do que isso, qual caminho ela pode e lhe fará feliz caminhar, o ritmo certo e a maneira adequada para cada criança. E por isso, a troca de informação, de impressões e a escuta são fundamentais.

Se tivermos em mente que a criança expressa suas dificuldades através de algumas falas e mudanças de comportamentos , podemos juntos ficar atentos, conversar e ajustar o que deve ser ajustado para cada criança. Seja uma dificuldade em casa ou na escola, pode ser expressada em qualquer dos ambientes.

Por isso devemos ter a possibilidade de um diálogo Escola e Família aberto e constante.

Todos nós queremos que a criança viva feliz!!

 

 

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Devemos incentivar as crianças a acreditar no Papai Noel ?

18 de dezembro de 2015

O natal se aproxima e muitos pais têm dúvidas do que dizer aos filhos sobre o Papai Noel. Difícil de negar, já que encontramos Papai Noel em shoppings, restaurantes e de monte na televisão. E posso falar? Acho lindo de ver meus filhos felizes ao encontrar o papai Noel, e preocupados em contar como foram obedientes e da cartinha que fizeram. Mas quem nunca se questionou sobre contar ou não da existência do papai Noel?  Ou se questionou se estimular a fantasia é saudável para o desenvolvimento das crianças?

E eu adoro enfatizar que não podemos tirar de uma criança a capacidade de fantasiar, já que a exploração do imaginário infantil, ajuda nas idéias e pensamentos.

Me lembro perfeitamente quando era criança, que na noite de natal saia a procura do papai Noel junto dos meus primos, eu podia jurar que via o trenó do papai Noel voando no céu e tudo mais. Era delicioso.

A fantasia é fundamental para o desenvolvimento da criança, ela nos faz acreditar em um monte de coisa. Assim como elas acreditam nos poderes dos super-heróis, no sopro do lobo mau, acreditam no Papai Noel. Isso são sonhos!

Querendo ou não, a fantasia faz parte da criança, do desenvolvimento infantil e na vida adulta também.

Sem contar que é através do imaginário e da fantasia que conseguimos elaborar nossas questões afetivas e isso vem desde a infância. O fato é que, a brincadeira e a fantasia ajudam a criança a lidar com seus sentimentos.

Nós como pais, devemos facilitar o mundo da imaginação para nossos filhos, dando a eles possibilidades de sonhar e fantasiar.

Vale lembrar que a figura do Papai Noel não é somente a de entregador de presentes, mas tem também outras representações simbólicas importantes como bondade e empatia.

Tenho um dado importante que gostaria de compartilhar com vocês, a psicanalista Melanie Klein apostava que a realidade deveria prevalecer em qualquer circunstância, e resolveu fazer um teste. Ela negou a fantasia aos seus filhos. Num certo dia, se deparou com um pedido dos filhos: queriam se mudar para a casa da vizinha. Sabe por que? Lá existia Papai Noel!! Essa é uma das contribuições de Klein para a psicanálise, que mostra que a fantasia faz parte da criança.

Toda criança pode viver o encantamento do natal!!!

Mas meu filho está desconfiado, e agora?

Em algum momento, quando o pensamento da criança começa a ser mais lógico. Ela começa a perceber as diferenças físicas do papai Noel, a diferença das informações e os questionamentos e desconfiança aparecem. Isso geralmente acontece por volta dos 7 anos, mas pode variar. E quando esses questionamentos acontecem nópais, devemos ser verdadeiros com a criança. Uma vez que a criança já conhece a verdade, e tem idade para isso, não podemos insistir na existência do Papai Noel, pois ficarão tristes e angustiados ao perceberem que os pais não acreditam que  já são capazes de distinguir a fantasia da realidade. Mas lembre-se, essa conversa tem que ser feita no tempo da criança, quando iniciarem os questionamentos, e não quando acharmos que é a hora certa.

Desejo a todos um ótimo natal, cheio de fantasia para todos nós!

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Ensinando valores na época de natal!

11 de dezembro de 2015

Não me lembro ao certo com qual idade descobri o verdadeiro significado do natal, mas me lembro muito bem dos natais de quando era pequena. Passávamos dias montando a árvore de natal, enfeitando a casa toda. Minha mãe pensava em cada detalhe, até chegar a hora de montar o presépio. Ah, como nós adorávamos, até laguinho nós fazíamos! Já meu pai ficava explicando cada significado de cada enfeite e personagens da árvore e do presépio. Meus pais aproveitavam esse momento para nos passar valores importante sobre a vida e não mostrar o valor do presente.

Eu amava essa época, e posso falar uma coisa? Nem me importava com o presente que ia ganhar, nós gostávamos mesmo era de ficar dias e dias com meus pais nos divertindo e deixando nossa casa linda. E na noite de natal encontrar os primos e tios que não víamos há algum tempo. Brincávamos ao redor da árvore de natal, cantávamos e rezávamos, todos juntos! Lembro que antes das trocas de presentes, tinha sempre algum dizer do meu avô, com uma mensagem sobre o natal!

Tento fazer o mesmo com meus filhos!

Mas tenho a sensação de que agora a época de Natal, o consumismo se torna algo tão grande. Precisamos ficar atentos pois a mídia nos incentiva a comprar, comprar e comprar. Percebo que as crianças não se contentam apenas com um presente pedido ao Papai Noel, mas fazem listas de brinquedos e se frustram quando não recebem.

Não podemos fazer isso com nossos filhos, não devemos estimular a criança para um consumo sem limites. Eles precisam sim de mais infância, de mais alegria, imaginação, amor, desafios, e menos produtos!

Não estou falando para deixarmos de dar ou fazer presente na época de natal, mas para lembrarmos do verdadeiro significado. Podemos mostrar para nossos filhos a troca de presentes, como o valor da confraternização, da troca de carinho e amor. O aprendizado em dividir e prestar a atenção no próximo.

A criança que aprende valores torna-se peça fundamental e multiplicadora para um mundo  melhor.

A época do Natal é uma ocasião de reflexão e crescimento para toda a família. Os valores transmitidos ficarão guardados na memória e não no guarda roupa como alguns brinquedos, e certamente trarão felicidade por muito mais tempo!

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Quando um dos pais adoece: como contar para os filhos?

1 de dezembro de 2015

Receber o diagnóstico de uma doença pressupõe uma reorganização familiar. Pais com uma doença diagnosticada, além de ter que enfrentar seus medos e incertezas, terão também que ajudar seus filhos a enfrentar essa mudança de realidade.

Assim como o paciente, os filhos terão que lidar com novas emoções e a nova rotina de uma família que está passando por um problema. Para que as crianças possam enfrentar a situação é necessário que eles sejam informados sobre a doença e o tratamento. Existem algumas orientações para esta conversa, mas um ponto importante é que o tipo de papo dependerá da idade e nível de entendimento de cada um dos filhos.

É importante que a conversa aconteça num momento tranquilo e que seja verdadeira. Se na família há mais de um filho com idade e nível de entendimento distinto, deve-se conversar com cada um separadamente. Assim, a informação poderá ser passada na medida da compreensão de cada criança. Isso também vai ajudar a prestar atenção na reação de cada um e a acolhê-los à medida de sua necessidade. Use termos simples para explicar a doença.

Explique sempre que elas não fizeram nada para causar a doença.

As crianças, mesmo as mais novinhas, podem perceber quando alguma coisa está diferente. Quando não sabem sobre o motivo da mudança, eles normalmente fantasiam os piores problemas. Portanto, conversar sobre o que está acontecendo pode ajudá-los a aliviar alguma ansiedade ou medo.

Outra grande dificuldade é a interrupção da rotina diária, por isso, tente estabelecer uma nova dinâmica, que equilibre sua recuperação e necessidades do tratamento assim que possível. Tente explicar sobre o tratamento e procedimentos pelos quais você terá que passar e como isso afetará a eles e a sua rotina. Neste período, é importante que se dê amor e atenção extras, beijos e abraços, passando segurança às crianças. Se necessário, peça a pessoas próximas para ajudar a dar atenção às crianças.

Lembre-se: cada filho responde diferente a doença de um dos pais. Encoraje-os a verbalizar suas preocupações.