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Sobre Criança

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Chegou a hora do desfralde. E agora?

30 de novembro de 2015

Muitas mães antes dos filhos nascerem, lêem sobre o parto, amamentação, higiene, sono, educação, e acabam esquecendo de uma fase bem importante que é o desfralde! Tirar a fralda e aprender a usar o penico, é sem dúvida, um dos grandes marcos do desenvolvimento da criança.

É um dos passos rumo à autonomia. Sem deixar de mencionar que é um desafio para muitos pais e crianças. Para a criança, o desfralde é uma tarefa nova que implica em adaptações.

O fato é que os pais precisam observar com cuidado se seus filhos estão realmente preparados para abandonar de vez as fraldas, já que essa fase exige uma maturidade tanto físico quanto emocional. Entre 18 meses e 2 anos e meio de idade é um bom momento para começar a observar se a criança está preparada, mas não é necessário ter pressa. O importante é respeitar a criança, pois cada uma tem o seu ritmo.

Mas como saber se eles estão preparados?

Costumo dizer às mamães para fazerem da seguinte forma, que aqui em casa super funcionou com meus dois filhos.

Em algum momento em torno dos dois anos, começaram a reclamar de fralda suja e era uma luta colocar a fralda neles. Percebi que já não queriam mais usar. Então conversei e expliquei o porquê da fralda e que para deixar de usa-la, teríamos que comprar cuequinhas e um penico.

Comprei também alguns livros sobre o assunto (“O que tem dentro da minha fralda”e ,”hora do penico para meninos ou para meninas” )  e li infinitas vezes com eles. Eles adoravam esses livrinhos!

É importante lembrar que para saber se a criança esta pronta para iniciar o desfralde, ela já tem que demostrar, de alguma maneira, quando faz coco ou xixi ( algumas se escondem, outras agacham…)

Bom, chegou o dia de irmos às compras, e escolhemos cuequinhas lindas dos personagens que eles adoravam e um penico muito fofo que tocava música todas as vezes que faziam xixi ou cocô.

A essa altura, eles já estavam ansiosos para poder usar as novas comprinhas.

No grande dia, fizemos um ritual de jogarmos todas as fraldas no lixo (eles sempre me ajudando), simbolizando que não necessitariam mais delas.

Colocamos a cuequinha escolhida, e é claro, não demorou muito e lá veio o primeiro xixi no chão. Com toda a paciência do mundo, eu mostrei que o xixi deveria ser feito no penico, que da próxima vez, ele poderia tentar fazer lá ( mesmo sendo menino, o ideal é iniciar o xixi sentado e só depois que estiver expert , começa a fazer xixi em pé). Esqueceu de correr ao banheiro mais umas 2 ou 3 vezes, e repeti as explicações com muita calma e compreensão. E a partir daí, ele começou a pedir para fazer xixi no peniquinho.

Lembrem-se de fazer uma super festa, bater palmas e mostrar que ficou muito feliz quando ele consegue fazer xixi no lugar certo!!!!Eu gosto bastante da idéia de fazer um quadro e toda vez que conseguirem, coloca-se um adesivo escolhido pela criança. Neste momento, o pequeno já demonstra quando está fazendo cocô, então é importante que ao perceber que seu filho está com vontade. Convide o a ir ao penico.

Muitas crianças ficam confusas porque iniciam o uso do penico e seus pais demoram a retirar a fralda. Não espere que a criança esteja experiente em penicos para retirar sua fralda. É o oposto, retirando a fralda é que ela se tornará uma expert em vasos sanitários.

Boa sorte!

E se perceber que esse treinamento está sendo insatisfatório e que a criança resiste, não hesite em interrompê-lo e esperar alguns meses para recomeçar. Acidentes acontecem, estejam preparados. Encare com naturalidade e calma. O controle noturno é mais demorado, podendo levar meses, depois do controle diurno. O mais importante, tenha calma, paciência e nunca reprima a criança quando acontecerem os acidentes. Incentive a continuar. E sempre que conseguir, elogie seu pequeno que está conseguindo um passo importantíssimo na vida dele!

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Dicas de como a criança pode ajudar nas tarefas diárias

30 de novembro de 2015

É importante envolver, desde cedo, as crianças em tarefas simples do dia a dia. Assim, ensinamos senso de responsabilidade e de ajuda mútua, que são valores essenciais na vida de um ser humano.É  claro que de uma maneira tranquila e progressiva.

Entre 2 e 3 anos, podemos incentivar a criança a:

  • Guardar os brinquedos
  • Arrumar os livros
  • Colocar a roupa suja no cesto
  • Guardar sapatos
  • Regar plantas
  • Jogar embalagens e papéis no lixo

Dos 4 aos 6 anos, ela ja tem capacidade para:

  • Ajudar a arrumar a cama
  • Ajudar a alimentar os animais de estimação
  • Ajudar a limpar comida espalhada
  • Ajudar a arrumar as compras de supermercado
  • Ajudar a arrumar a mesa
  • Tirar o lixo do banheiro

Dos 6 aos 8 anos:

Nesta idade as crianças valorizam a independência, dai a importância de poderem iniciar tarefas que consigam fazer sozinhos como:

  • Arrumar a mesa para as refeições
  • Varrer o chão

Dos 9 aos 12 anos

Aqui já são capazes de aumentar a responsabilidade e cumprir suas obrigações de maneira continua.

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Limites! Nem de mais, nem de menos!

30 de novembro de 2015

Vocês imaginam que até os bebês necessitam de limites?! A rotina, por si só, já é o primeiro contato que seu filho tem com limites e com as regras da casa. E o mais importante, é a maneira como elas são colocadas. Estabelecer limites é fator fundamental na formação da personalidade de todo ser humano.

É super importante pensar que a falta de limites tem consequências ruins para seu filho e seu desenvolvimento. Afinal a criança que não aceita regras, seja para brincar, para se comportar na escola, terá dificuldades para conviver com os outros.

Alguns perguntam como colocar limites, e ficam com medo de ser duro demais com os filhos, ou ficam com receio do choro e de birra.

Tenho ouvido muito de pais que trabalham fora e com a rotina agitada do dia a dia, que se sentem culpados por não ter tempo para ficar com o filho, e quando estão juntos, não querem contrariar a criança.

Mas sempre digo que é fundamental aprender a tolerar, às vezes, algum choro, ou revolta dos filhos. Ao tomarem uma decisão do que deve ou não ser feito, precisam se manter firmes. Dessa forma, a criança se dá conta que estão fazendo isso para o seu bem.

Devemos estar seguros para que possamos transmitir a informação de forma clara e simples.

O fato é, que realmente é bem difícil dizer não, mas é necessário nos conscientizarmos que quando estamos colocando limites, estamos protegendo nossos filhos e ensinando valores importantes. A criança aprende a ter limite a partir da certeza de que tem alguém mais capacitado, que cuide dela, é isso que ela precisa sentir. Quanto mais cedo colocarmos os limites de forma afetiva e com segurança, menos problemas terão no futuro.

Não esqueçam de conversar com os filhos e explicar quais os motivos dos limites. Se conseguirmos passar as regras de maneira clara, objetiva e coerente colocadas com segurança e na hora certa, nossos filhos entenderão mais facilmente.

Outro dia a mãe de um amigo do meu filho mais velho veio conversar comigo, pois disse que não sabia mais o que fazer já que ele não se comportava em alguns ambientes, e por mais que ela conversasse e pedisse para ele se comportar, para ele ser bonzinho, não adiantava nada e que ela realmente já estava cansada. Ela me disse: ele nunca “se comporta”.

E eu fiquei só imaginando o que ela queria dizer com se comportar, ser bonzinho? O que será que ela espera dele? E resolvi questionar se ela explica para ele o que ela realmente espera dele? Porque muitas vezes nossos filhos não entendem essas expressões “se comporte” ou “seja bonzinho”. Sugeri que conversasse com ele de maneira mais concreta, dando limites específicos, assim conseguimos mostrar para a criança exatamente o que deve ser feito como “Fale baixinho quando seu irmão estiver dormindo”; “Arrume seus brinquedos agora”; “Segure na mão da mamãe para atravessar a rua”. Assim, ele irá entender o que deve fazer nestas situações. Desta forma aumenta relação de cumplicidade da mãe com filho, fazendo com que ele seja cooperativo e compreenda o que é melhor para ele.

Funcionou muito bem!

Já aqui em casa, na hora de colocar em prática as regras e rotinas do dia a dia, como a hora do banho, troca de roupa, escovar os dentes. Em alguns momentos é desgastante, principalmente porque estão numa fase que não querem tomar banho, e escovar os dentes então, nem pensar! Mas nestas situações, o que funciona bem é dar aos nossos filhos uma oportunidade limitada de sentir que eles estão no controle, fazendo com que eles tenham sensação de poder. Na hora do banho eu falo: Chegou a hora do banho. Vocês querem tomar banho morninho ou gelado? “É hora de escovar os dentes, você quer a escova amarela ou a vermelha?”, “Está na hora de se vestir. Você escolhe sua roupa ou quer que eu escolha”? Esta é uma forma mais fácil e rápida de dizer a uma criança o que fazer. Você dá duas opções para eles escolherem, a opção de não tomar banho, não escovar os dentes, não está em jogo.

Outra situação conflitante é quando estamos cansados, e a nossa tendência é dizermos “não”, ou “pare” quando estão fazendo algo que reprovamos. Mas essas expressões dizem a uma criança o que é inaceitável, mas não explica que comportamento realmente gostaria. Em geral, é melhor dizer a uma criança o que deve fazer, antes do que não deve fazer. Diga “fale baixo”, ao invés de dizer “não grite”. “Ande devagar” e não dizer “Não corra”.

Devemos evitar criar uma batalha de poder com nossos filhos, podemos explicar o porque daquela regra. Portanto dizer “São 8 horas, hora de se deitar” funciona mais do que dizer “quero que vá para a cama agora mesmo”.

Bem que podia existir um manual de como educar nossos pequenos, não acham? Mas aí, a aventura de descobrir e crescer com seu filho, também não seria tão deliciosa. Ninguém falou que educar era fácil e rápido! Lembrem-se que as crianças são diferentes umas das outras, umas mais sensíveis, outras mais desafiadoras. E, portanto, o limite é ensinado também de maneira diferente. O mais importante é ouvir seu filho, e tentar entender em que momentos é mais difícil ou mais fácil estabelecer as regras e limites. O que desejamos é que cresçam de maneira positiva e construtiva.

Outro ponto é lembrar que devemos ter paciência sim e muita calma. Não podemos ensinar com gritos e nada a força.

E o mais importante é que sempre que a criança apresentar algum comportamento que não aprovamos, precisamos mostrar que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a ela.

Lembre-se, amar e cuidar, também é dizer não!