Sobre Mãe

O medo de mãe

30 de novembro de 2015

Preocupação ao engravidar, no parto, das mudanças do corpo, de não conseguir amamentar. Medo de voltar a trabalhar, do filho ficar doente. Felicidade de ouvir o choro pela primeira vez, de pegar no colo, ver o primeiro sorriso, as primeiras palavras, os passos, ver as conquistas e seu filho trilhar seu próprio caminho. As dores e as delícias de ser mãe andam lado a lado. Vira e mexe, a mulher que caminha pela maternidade vive sentimentos conflitantes.

Ter filhos é uma das aventuras mais incríveis da vida. Eles nos trazem um aprendizado enorme e nos invadem de maneira mais amorosa que poderia existir. E ser mãe é só o começo!

Mas ser mãe nos dias de hoje não é nada fácil. A cultura contemporânea deixa isso um pouco mais complicado e passa a ser um grande desafio.

Sabemos que atualmente temos a escolha do momento de engravidar, a opção de planejar o número de filhos, e que, por tanto deveria ser mais tranquilo e menos desorganizador. Por outro lado, fomos criadas para sermos independentes, trabalhadoras. Mas como cuidar dos filhos, sermos presentes, estabelecer uma boa relação mãe e filho sendo independente e trabalhadora?? Vale Lembrar das informações que temos de que muitas características encontradas nos adultos são calcadas do vinculo mãe e filho.

As informações são inúmeras de como ou não se deve educar, o que fazer, os passo a passos para ser mãe ideal e ter um filho perfeito, e assim a exigência é cada vez maior, e nos cobramos muito mais.

O fato é, que ter filhos é sempre uma experiência desorganizadora, que nos leva a emoções profundas e desconhecidas.

Há mesmo muito o que pensar sobre a vivência da maternidade.

Por mais que a vontade de ser mãe nos invada, o instinto materno exista, é importante lembrarmos das questões que cercam as mães nos dias de hoje.

A maternidade é possível sim, mesmo num tempo em que os papéis históricos já não dão respostas tão simples sobre o que é viver como uma mulher.

Para ser mãe, devemos enfrentar a difícil negociação entre papéis tradicionais e as exigências contemporâneas. O que leva a angustia, a insegurança e a culpa se incorporaram na nossa identidade feminina.

O engraçado é pensarmos que basta engravidar e que num belo dia vamos acordar e saber tudo sobre ser mãe. Tá certo que brincávamos de bonecas, mas ninguém chegou a frequentar uma faculdade ou uma formação sobre ser mãe. E assim, surgem inúmeras questões!

As mães nos dias de hoje já são chamadas de supermães, já que tentam ser dedicadas, afetuosas e se esforçam para conciliar trabalho e vida pessoal. São vários os modos de ser da mulher contemporânea. E assim, somos inundadas por trilhões de pensamentos, filosofias e especulações sobre os mais variados temas relacionados à filhos, maternidade e amor incondicional.

Realmente não é nada fácil experimentar a liberdade ao lado de um serzinho que passa a depender da gente. Mas é preciso tentar!

E agora falo por mim, sou psicóloga, mãe de segunda viagem, esposa, filha, amiga e mais do que tudo aprendi que mesmo com o aumento do trabalho e cansaço, das angustias, dos medos e felicidades, é incrível como me sinto muito mais completa e feliz… e de maneira bem simples e imediata concluo que vale muito a pena viver todas as delicias da maternidade. E que para termos uma vida mais leve não precisamos dar conta de tudo e nem nos pressionarmos a acertar sempre!

2 Comentários

  • Reply Paula 15 de março de 2016 at 09:34

    Lindo texto! Parabéns!

    • Reply admin 19 de abril de 2016 at 18:18

      Muito obrigada!

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