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cuidados médicos

Sobre Criança

Saiba tudo sobre a H1N1! Como evitar que seu filho adoeça!

18 de abril de 2016

Para tirar todas as dúvidas sobre H1N1, e tentarmos evitar que nossos filhos adoeçam. Eu conversei com uma médica que além de excelente, é super especial Dra Márcia Toraiwa Iwashita, ela tem toda a formação médica pela Faculdade de Medicina da USP,  com especialização em pediatria, alergia e imunologia clínica pelo Instituto da Criança do Hospital da Clínicas da USP.

1. Dra Márcia,    afinal o    que é a    influenza     A/H1n1?

Para entender o que é o Influenza H1N1, é preciso inicialmente saber o que é a gripe.

Gripe, ou síndrome gripal nos termos médicos, nada mais é do que febre (temperatura corpórea ≧ 37,8ºC) acompanhada de pelo menos um dos seguintes sintomas: dores de cabeça, corpo e/ou articulares, tosse, coriza e obstrução nasal; também podem estar associado os sintomas: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival (vermelhidão nos olhos). Sendo que a gripe pode ser causada por diversos vírus, entre eles o Influenza.

Há 3 tipos de vírus Influenza: A, B e C. Mas os que causam esse aumento de casos de gripe no outono-inverno de cada ano são somente o A e o B.

O vírus H1N1 é um subtipo do Influenza A, e tem nos preocupado bastante porque sua incidência tem aumentado bastante além de causar sintomas muito mais intensos e, nos grupos de risco (crianças menores de 5 anos, grávidas, idosos e portadores de algumas doenças específicas como Asma, por exemplo), pode causar complicações graves e até a morte.

2. Quais são os sinais e sintomas?

O Influenza A H1N1, como toda gripe vai causar febre, dor no corpo, mal estar, entre outros sintomas. Porém diferente da gripe comum, o indivíduo fica mais prostrado, as febre são mais altas e mesmo sem complicações como pneumonia ou otite, a febre pode se tornar mais prolongada e difícil de ser controlada.

3. O que podemos fazer para  evitar que nossas crianças peguem a    doença?

A vacinação é essencial, mas como a transmissão se dá pelo contato, há  outros importantes hábitos que ajudam a prevenir não somente a gripe, mas diversas outras doenças tão comuns na infância:

– Higienizar frequentemente as mãos através da lavagem com água e sabão e/ou usar o álcool gel.
– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir e sempre lembrar da limpeza das mãos logo em seguida.
– Evitar tocar as mucosas dos olhos, do nariz e da boca antes de lavar as mãos.
– Manter os ambientes sempre bem ventilados e evitar aglomerações, principalmente em locais fechados.
– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.
– Limpar as superfícies e objetos (como os brinquedos) de maior manipulação com álcool a 70% pelo menos 1 vez por semana.
– Procurar avaliação médica e afastar-se temporariamente dos ambientes coletivos (como a escola ou o trabalho) caso tenha sintomas da gripe para evitar a disseminação dos vírus, pois quanto menos gente pegar, menos ele vai se espalhar.

4. Qual é a melhor técnica para lavar as mãos?

O Centro de Vigilância Epidemiológica recomenda que, ao lavar as mãos, utilize sabão e água, e lave durante 15 a 20 segundos. Quando não houver água e sabão disponíveis, use lenços descartáveis contendo álcool ou sanitizantes em gel. Quando estiver usando o gel, esfregue as mãos até que o produto seque. O gel não precisa de água para sua ação desinfetante, uma vez que o álcool que ele contém mata os germes das suas mãos.

5. O que devo fazer caso meu filho adoeça?

Nos casos fora dos grupos de risco, o repouso, a alimentação bem balanceada, mesmo que em menor quantidade e com alimentos mais leves como frutas, pela diminuição do apetite e a ingestão de bastante líquidos são essenciais para uma boa recuperação.

6. Existem medicamentos para tratar?

Nos casos mais graves e nos grupos de risco, é indicado o uso do Tamiflu que, quanto mais cedo iniciado, maiores os benefícios.

7. A H1N1 é grave?

O vírus H1N1 é potencialmente grave para os indivíduos dentro dos grupos de risco.

A grande maioria da população que vier a ter uma gripe nesta época por um vírus Influenza, provavelmente será pelo subtipo H1N1, pois ele tem sido o vírus predominante dentre os vírus Influenza segundo os centros de vigilância epidemiológica do Brasil. Porém para essa grande maioria, passará como uma gripe mais forte.

8. Durante quanto tempo, a pessoa doente pode transmitir a H1N1?

O indivíduo infectado pode transmitir o H1N1 desde 2 dias antes do início dos sintomas até 7 dias após o início deles.

9. Quer acrescentar alguma coisa?

Não há como não nos preocuparmos sempre que nossos filhos ficam doentes, mas preocupar-se não significa correr para levá-los ao Pronto-socorro. Nos casos de febre e sintomas gripais, comunique seu pediatra e siga suas orientações, na grande maioria dos casos é possível evitar a exposição prolongada nas salas de espera lotadas dos hospitais nesta época do ano.

10- Dra Márcia, conte nos mais sobre sua formação.

Sou mãe do Guilherme de 8 anos e da Rafaela de 2 anos. Tenho a vantagem de não ser só a mãe deles, de ser também pediatra, alergista e imunologista. O Gui adora dizer com orgulho pros amigos que ele nunca vai ao hospital, mas quantas vezes nossa casa já não foi o hospital deles? 
Procuro sempre acolher meus pacientes como acolho meus filhos, estejam saudáveis ou doentes, afinal foi esse amor pelas crianças que me levou para a pediatria.
Sou formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com especialização em pediatria, alergia e imunologia clínica pelo Instituto da Criança do Hospital da Clínicas da USP. 
Tenho título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e em Alergia e Imunologia Clínica pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Clínica (ASBAI).
Hoje atendo em meu consultório desde 2009 e presto consultoria para a Eduque Nova Escola desde 2011, mas já trabalhei em diversos hospitais pediátricos. Fiquei muitos anos em pronto-socorros, mas  me apaixonei pelas enfermarias pediátricas como a do Hospital Infantil Sabará. Assim descobri que adoro o seguimento a longo prazo das crianças, por isso desde abril de 2015 deixei os hospitais para seguir em consultório acompanhando meus pacientes, vendo-os crescer.