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Sobre Criança

Saiba tudo sobre caxumba!

30 de maio de 2016

Hoje nossa médica mais que especial Dra Márcia Toraiwa Iwashita,  que tem tem toda a formação médica pela Faculdade de Medicina da USP,  com especialização em pediatria, alergia e imunologia clínica pelo Instituto da Criança do Hospital da Clínicas da USP. Escreveu tudo sobre a caxumba! Vale a pena conferir!

Nos últimos anos, tem sido observado um aumento na frequência de surtos de Caxumba tanto no Brasil como no resto do mundo, mesmo em países com alta cobertura vacinal, como EUA e Reino Unido. Suspeita-se que isso venha ocorrendo por uma possível adaptação do vírus e/ou uma cobertura vacinal heterogênea ou com falhas.

No Brasil, em 2016 já tivemos diversos surtos no Sul do país e em algumas cidades do Sudeste, como Santos, Campinas e São Paulo.

A caxumba, apesar de ser uma doença mais frequente entre os indivíduos de 5 a 15 anos de idade,ou seja, uma doença de criança, é cosmopolita. Isso significa que ela não tem preferência por sexo ou idade. Ela pode ocorrer durante o ano todo, mas sua incidência aumenta no final do inverno e início da primavera.

A caxumba tem mostrado tendência a se manifestar na forma de surtos epidêmicos nos grandes centros, principalmente em ambientes com alta concentração de adolescentes (como nas escolas) e adultos, pois é a população ainda suscetível.

Suscetível porque a vacinação com uma única dose tem eficácia de 78% (variação de 42 a 92%) contra 88% (variação de 66 a 95%) com duas doses que só foi instituída no Brasil a partir de 2004.

Sintomas:

Geralmente começam com febre, mal-estar inespecífico, dores no corpo e em seguida ocorre o aumento das glândulas salivares (principalmente das parótidas, por isso o termo médico de parotidite infecciosa). Porém cerca de 30% a 40% dos indivíduos apresentam a doença de forma muito leve, não sendo diagnosticada.

Sinais de alerta para possíveis complicações:

Dor nos testículos, náusea, vômito, dor abdominal, dor de cabeça, rigidez na nuca e/ou prostração, principalmente se de intensidade crescente podem ser sinais sugestivos das complicações mais comuns associadas ao vírus da caxumba que são a orquite (inflamação dos testículos), ooforite (inflamação dos óvulos), pancreatite e a meningite.

Transmissão:

Pode ocorrer através do contato direto com a saliva do indivíduo contaminado ou através do contato indireto pelos objetos ou alimentos contaminados por ele. A transmissão acontece a partir de 6 a 7 dias antes do surgimento dos primeiros sintomas da doença e até 8 dias após o início do edema das parótidas. Após o contato, a doença pode vir a se manifestar até 12 a 25 dias depois da exposição.

Prevenção:
Ocorre através da vacina tríplice viral (que protege também contra Sarampo e Rubéola) indicada aos 12 meses com reforço aos 15 meses de vida.

Prevenção pós-contato com indivíduo doente:

É possível receber vacina de bloqueio para tentar evitar a manifestação da doença, converse com seu médico sobre as indicações.

É possível ter caxumba mais de uma vez?

Sim, se o indivíduo teve a caxumba somente de um lado do rosto, ainda há risco de desenvolver a doença do lado que não foi afetado.

Verifique a carteira de vacinação de seu filho e a sua também. Acreditamos que prevenir é sempre a melhor opção.

 

Sobre Criança

Saiba tudo sobre a H1N1! Como evitar que seu filho adoeça!

18 de abril de 2016

Para tirar todas as dúvidas sobre H1N1, e tentarmos evitar que nossos filhos adoeçam. Eu conversei com uma médica que além de excelente, é super especial Dra Márcia Toraiwa Iwashita, ela tem toda a formação médica pela Faculdade de Medicina da USP,  com especialização em pediatria, alergia e imunologia clínica pelo Instituto da Criança do Hospital da Clínicas da USP.

1. Dra Márcia,    afinal o    que é a    influenza     A/H1n1?

Para entender o que é o Influenza H1N1, é preciso inicialmente saber o que é a gripe.

Gripe, ou síndrome gripal nos termos médicos, nada mais é do que febre (temperatura corpórea ≧ 37,8ºC) acompanhada de pelo menos um dos seguintes sintomas: dores de cabeça, corpo e/ou articulares, tosse, coriza e obstrução nasal; também podem estar associado os sintomas: diarreia, vômito, fadiga, rouquidão, hiperemia conjuntival (vermelhidão nos olhos). Sendo que a gripe pode ser causada por diversos vírus, entre eles o Influenza.

Há 3 tipos de vírus Influenza: A, B e C. Mas os que causam esse aumento de casos de gripe no outono-inverno de cada ano são somente o A e o B.

O vírus H1N1 é um subtipo do Influenza A, e tem nos preocupado bastante porque sua incidência tem aumentado bastante além de causar sintomas muito mais intensos e, nos grupos de risco (crianças menores de 5 anos, grávidas, idosos e portadores de algumas doenças específicas como Asma, por exemplo), pode causar complicações graves e até a morte.

2. Quais são os sinais e sintomas?

O Influenza A H1N1, como toda gripe vai causar febre, dor no corpo, mal estar, entre outros sintomas. Porém diferente da gripe comum, o indivíduo fica mais prostrado, as febre são mais altas e mesmo sem complicações como pneumonia ou otite, a febre pode se tornar mais prolongada e difícil de ser controlada.

3. O que podemos fazer para  evitar que nossas crianças peguem a    doença?

A vacinação é essencial, mas como a transmissão se dá pelo contato, há  outros importantes hábitos que ajudam a prevenir não somente a gripe, mas diversas outras doenças tão comuns na infância:

– Higienizar frequentemente as mãos através da lavagem com água e sabão e/ou usar o álcool gel.
– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir e sempre lembrar da limpeza das mãos logo em seguida.
– Evitar tocar as mucosas dos olhos, do nariz e da boca antes de lavar as mãos.
– Manter os ambientes sempre bem ventilados e evitar aglomerações, principalmente em locais fechados.
– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe.
– Limpar as superfícies e objetos (como os brinquedos) de maior manipulação com álcool a 70% pelo menos 1 vez por semana.
– Procurar avaliação médica e afastar-se temporariamente dos ambientes coletivos (como a escola ou o trabalho) caso tenha sintomas da gripe para evitar a disseminação dos vírus, pois quanto menos gente pegar, menos ele vai se espalhar.

4. Qual é a melhor técnica para lavar as mãos?

O Centro de Vigilância Epidemiológica recomenda que, ao lavar as mãos, utilize sabão e água, e lave durante 15 a 20 segundos. Quando não houver água e sabão disponíveis, use lenços descartáveis contendo álcool ou sanitizantes em gel. Quando estiver usando o gel, esfregue as mãos até que o produto seque. O gel não precisa de água para sua ação desinfetante, uma vez que o álcool que ele contém mata os germes das suas mãos.

5. O que devo fazer caso meu filho adoeça?

Nos casos fora dos grupos de risco, o repouso, a alimentação bem balanceada, mesmo que em menor quantidade e com alimentos mais leves como frutas, pela diminuição do apetite e a ingestão de bastante líquidos são essenciais para uma boa recuperação.

6. Existem medicamentos para tratar?

Nos casos mais graves e nos grupos de risco, é indicado o uso do Tamiflu que, quanto mais cedo iniciado, maiores os benefícios.

7. A H1N1 é grave?

O vírus H1N1 é potencialmente grave para os indivíduos dentro dos grupos de risco.

A grande maioria da população que vier a ter uma gripe nesta época por um vírus Influenza, provavelmente será pelo subtipo H1N1, pois ele tem sido o vírus predominante dentre os vírus Influenza segundo os centros de vigilância epidemiológica do Brasil. Porém para essa grande maioria, passará como uma gripe mais forte.

8. Durante quanto tempo, a pessoa doente pode transmitir a H1N1?

O indivíduo infectado pode transmitir o H1N1 desde 2 dias antes do início dos sintomas até 7 dias após o início deles.

9. Quer acrescentar alguma coisa?

Não há como não nos preocuparmos sempre que nossos filhos ficam doentes, mas preocupar-se não significa correr para levá-los ao Pronto-socorro. Nos casos de febre e sintomas gripais, comunique seu pediatra e siga suas orientações, na grande maioria dos casos é possível evitar a exposição prolongada nas salas de espera lotadas dos hospitais nesta época do ano.

10- Dra Márcia, conte nos mais sobre sua formação.

Sou mãe do Guilherme de 8 anos e da Rafaela de 2 anos. Tenho a vantagem de não ser só a mãe deles, de ser também pediatra, alergista e imunologista. O Gui adora dizer com orgulho pros amigos que ele nunca vai ao hospital, mas quantas vezes nossa casa já não foi o hospital deles? 
Procuro sempre acolher meus pacientes como acolho meus filhos, estejam saudáveis ou doentes, afinal foi esse amor pelas crianças que me levou para a pediatria.
Sou formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com especialização em pediatria, alergia e imunologia clínica pelo Instituto da Criança do Hospital da Clínicas da USP. 
Tenho título de especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e em Alergia e Imunologia Clínica pela Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia Clínica (ASBAI).
Hoje atendo em meu consultório desde 2009 e presto consultoria para a Eduque Nova Escola desde 2011, mas já trabalhei em diversos hospitais pediátricos. Fiquei muitos anos em pronto-socorros, mas  me apaixonei pelas enfermarias pediátricas como a do Hospital Infantil Sabará. Assim descobri que adoro o seguimento a longo prazo das crianças, por isso desde abril de 2015 deixei os hospitais para seguir em consultório acompanhando meus pacientes, vendo-os crescer.